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As cores têm muitos significados e leituras. Há até uma disciplina muito importante, a Psicologia da cor, que estuda a sua relação com as emoções. E se há razões técnicas e bem argumentadas para que determinada cor tenha uma utilização específica, também é bem verdade que há razões do coração que nos levam a preferir um ou outro tom.

 

Hoje trago-vos um exemplo de como uma cor pode simbolizar histórias de amor e dar-lhes corpo e substância, ser o fio condutor da própria narrativa.

Já falámos por aqui sobre as diferenças entre tema e conceito, quando estamos a explorar o ambiente e a história que queremos contar no dia do casamento. Quando os noivos escolhem um tema, o processo criativo é mais restricto e hermético, em linha recta, enquanto que ao desenvolvermos um conceito, há mais amplitude de ideias, mais caminhos, que espelham, na sua essência, a personalidade do casal.

 

Diana e Filipe

A história da Diana e Filipe, que vos mostro hoje, é um belíssimo exemplo para falarmos de cor e conceito, como definidores de uma narrativa cheia de emoções.

Conheci-os em 2017, quando estavam a planear o seu dia. Nas conversas que tivemos durante o nosso encontro, percebi que não queriam temas pré-definidos: valorizavam a simbologia e, de coração aberto, confiaram em mim para criar o seu convite de casamento.

 

Escolhi um envelope lacrado com lunária, onde coloquei uma ilustração, feita à mão livre, da capela onde iriam casar,  envolta de manchas nos tons de que tanto gostam e salpicos de cor, como fogo de artifício, anunciando a felicidade da união.

Entregues os convites, seguiu-se o restante estacionário para a festa, o porta-alianças, os aros com mensagens para as meninas entrarem na igreja anunciando a chegada dos noivos, o bouquet de noiva cheio de cor e um toucado com delicadas folhas de lunária.

Preparei ainda a flor de lapela para o Filipe e um bouquet adicional, para ser lançado às convidadas solteiras, no fim da festa.

A partir do convite que ilustrava a capela singela onde iriam casar, ampliámos e explorámos todos os detalhes que deram personalidade a este dia tão especial.  O elemento principal desta história foi a cor, como expressão, representando um amor tão único como as suas personagens principais.

 

cor-de-amor-casamento-diana-e-filipe

 

2+1

O dia passou e o tempo também. A Diana nunca deixou de fazer parte da família A Pajarita, seguindo o meu trabalho, e mantivemo-nos em contacto.

As histórias de amor têm a sua primavera e as notícias que me dão uma imensa alegria chegaram: a Vitória vem a caminho.

Cheias de entusiasmo, começámos logo a conversar sobre os detalhes que poderia criar para incorporar na sessão fotográfica de gravidez que estavam a planear.

Escolhemos uma coroa com os mesmos tons do casamento e voltámos a usar a bela lunária, elementos repletos de uma simbologia tão pessoal e plena de memórias bonitas.

Ao aro com o nome da pequena Vitória, acrescentámos flores desidratadas e o resultado foi tão bonito, como delicado e simbólico.

 

cor-de-amor-sessão-maternidade

 

Com a chegada cada vez mais próxima da pequena Vitória, preparámos os convites personalizados para os padrinhos, essas figuras tão importantes e especiais na vida de cada bebé, a quem o casal confia de coração o seu pequenino amor.

Para eles, criei um convite desenhado, florido e vibrante de amor, feito nos tons que escrevem esta história: cor de amor.

 

cor-de-amor-convite-padrinhos

 

Todas as cores são cores de amor

É com imensa alegria e entusiasmo que espero por ti, pequenina Vitória, e que vejo crescer esta família que vi nascer.

Continuarei a contar as vossas histórias e a enriquecer a d’A Pajarita, com a felicidade que vemos florescer nos corações daqueles que confiam em nós.

 

Um texto escrito a quatro mãos com a imprescindível Susana Esteves Pinto .

 

Fotografias d’A Pajarita, Ilustre Fotografia (casamento) e Kuukid Studio (sessão fotográfica de gravidez).

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