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Catarina & João

O AMOR, SEGUNDO UM QUADRO SUPREMATISTA

A publicação de hoje está reservada para a Catarina e João, um simpático e recatado casal da Póvoa de Varzim.

Como tantos noivos de 2020, tinham planeado o seu dia mais bonito para Maio, quando o furacão Covid se instalava poderosamente, colocando em pausa planos, sonhos e expectativas.

Resiliência foi, e continua a ser, a palavra de ordem e este maravilhoso casal foi um exemplo disso.

 

16 de Maio era e foi o seu dia!

De forma mais intimista do que o planeado inicialmente, trocaram votos e promessas de amor eterno sobre um sol radiante, rodeados de verde e frescura. Envoltos na natureza que tanto apreciam e de forma descontraída, mesmo à sua imagem, degustaram um piquenique com frutas e doces, brindando a eles e ao amor que vivem até ao pôr-do-sol.

Meses mais tarde, quando o cenário e contexto pareciam mais estáveis e os sonhos voltam a ganhar fôlego, Catarina e João dizem o sim. Era 16 de Outubro, e um dia bonito de uma outra primavera nasceu, como se chamasse a si a alegria daquela data.

Em tons de azul e vermelho, de forma simples e elegante, 16 será sempre o número mágico na história deste casal.

 

O estacionário de casamento

A minha inspiração partiu da corrente artística suprematista. Este género de pintura tem por base formas geométricas planas, sem qualquer preocupação de representação. É considerado a primeira escola sistemática de pintura abstrata do movimento moderno e teve início em 1915, na Rússia, pelas mãos de Malevich. O seu manifesto, “Do Cubismo ao Suprematismo”, assinado por Malevitch e pelo poeta russo Mayakovski, defendia a supremacia da sensibilidade sobre o próprio objeto. O essencial era a sensibilidade em si mesma, independentemente do meio de origem.

Ora, desde o primeiro dia em que conheci este casal, visualizei-os como uma representação viva do espírito suprematista, onde não se perdem em detalhes, revelando-se na sua vivência. E foi esse o meu ponto de partida para a criação do estacionário de casamento para este dia, focado neles e nessa essência e simbolismo do que os une!

convite-de-casamento-de-catarina-e-joao

Os noivos

A Catarina foi uma noiva dedicada, preocupada com os outros mas determinada e segura nas suas escolhas. Deixou ao meu critério os detalhes que iam completar o seu look clássico e elegante e o seu único pedido foi que o ramo incluísse um cravo vermelho, em homenagem ao seu avô. Decidi, então, trabalhar com uma paleta de cores complementar e vibrante, com muito branco, uns detalhes em azul profundo e folhagem fresca.
No ramo cheio de cor, escolhi espécies e perfumes que combinavam na perfeição com o seu bonito vestido, estruturado e cativante.

O toucado ou travessão, finalizava o penteado intemporal e fazia um belo par com o longo véu.

Para o simpático e elegante João, fiz uma flor de lapela com as proporções adequadas e as suas cores favoritas, ou não fossem essas as escolhidas para o fato.

 

ramo-da-noiva-em-vermelho-e-azul-pela-A-Pajarita

toucado-de-noiva-por-A-Pajarita

flor-de-lapela

A decoração da igreja

A Catarina e o João escolheram a Igreja da Lapa para a celebração do seu amor.
Da entrada ao altar, dos missais que guiam a cerimónia aos cones de pétalas vermelhas, arroz e folhas de oliveira, dos detalhes para as Damas ao pratinho das alianças em prata, que teve direito à sua própria coroa de flores, tudo foi pensado à imagem do casal: vibrante e cheia de elegância.
Mantive a paleta de cores, com vermelho nos detalhes, acompanhado de azul e branco, tons mais neutros que equilibram a combinação, e muita folhagem verde para dar frescura ao conjunto.

À entrada, os convidados foram recebidos com arranjos de flores que, após a cerimónia, seriam oferecidos a pessoas especiais. No caminho para o altar, a emoção estava à flor da pele, até para nós que discretamente, assistimos de longe. Foi um caminho longo até à concretização deste dia e o envolvimento é inevitável!

Ao fundo, o altar resplandecia com flores semelhantes e aí o João esperava pela Catarina. A comandar a sua entrada, as suas damas transportavam corações estilizados, idênticos ao convite, e na hora H, a doce menina das alianças, compenetrada no seu papel, segurava com todo o cuidado a salva de prata que passou de geração em geração, apresentando as alianças que uniam, simbolicamente, os amores para sempre.

entrada-da-igreja-decoracao-floral

O amor, segundo um quadro suprematista

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O amor, segundo um quadro suprematista

 

A festa

Sempre muito preocupados com a segurança dos seus convidados, a Catarina e o João prepararam um dia memorável, respeitando todas as regras em vigor, de forma leve, bonita e bastante funcional. O resultado ficou muito fresco e todos festejaram com alegria este dia tão esperado.
Viva os noivos!

O amor, segundo um quadro suprematista

O amor, segundo um quadro suprematista

Para finalizar, despeço-me com as suas palavras:

“Como muitas histórias de amor, A PAJARITA foi amor à primeira vista. Logo após a primeira conversa, percebemos que queríamos que fizesse parte do nosso dia. A sua delicadeza, sensibilidade e assertividade foram pontos que nos encantaram. Em poucos minutos a Alexandra percebeu o que idealizamos e conseguiu transparecer a personalidade de cada um de nós em cada elemento. O percurso foi longo e, com a mudança de datas devido à pandemia, A PAJARITA foi um constante apoio para além do esperado, foi profissional, amiga, confidente, conselheira e tanto mais. Sinceramente, não há palavras para descrever o amor e carinho com que se dedicou a nós e aos nossos dois dias especiais (dia de votos e o dia de casamento). Tudo culminou em dias incríveis e únicos com a mágica A PAJARITA. O nosso lema era: “menos é mais”, mas foi tudo mais que mais. Obrigado!”

 

“O amor, segundo um quadro suprematista”, um texto escrito a quatro mãos com a imprescindível Susana Esteves Pinto.

 

Casamento de Catarina e João com :

Estacionário e flores: A Pajarita
Fotografia: Bruno Ribeiro Photographer
Festa: Palácio da Igreja Velha

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