ALEXANDRA & A PAJARITA: DUAS LINHAS QUE SE CRUZAM NO PAPEL
Olá! Hoje quero falar-vos sobre o “Retrato de dois hemisférios, um só Ser”: o diálogo entre o silêncio austero da Alexandra e a luz vibrante da A Pajarita.
Já há algum tempo que planeava fazer uma sessão fotográfica de retrato, mas a ideia desvanecia-se assim que pensava em como a executaria. Sempre que penso em mim — e acreditem que não penso muito, nem me levo demasiado a sério —, tinha dúvidas sobre qual das faces seria a mais indicada a retratar: se eu mesma ou o meu pseudónimo, A Pajarita.
Pode parecer estranho falar de mim como duas existências, mas é assim que me sinto e expresso.
Enquanto Alexandra, expresso os meus sentimentos e as minhas vivências como folhas de um diário a que volto sempre que quero traduzir emoções difíceis de explicar.
Já A Pajarita é a materialização das minhas competências em função do outro; expresso o que são, enquanto indivíduos ou soma, aqueles que em mim confiam o seu estacionário de casamento ou outro evento familiar.
São dois hemisférios de um único Ser, com características díspares, que senti necessidade de mostrar — e que o André Teixeira, dos Branco Prata, captou com genialidade e mestria. Vejamos como a definição de cada hemisfério foi retratada.
Alexandra Barbosa: Retrato de um Estado de Espírito
Eu, Alexandra, defino-me por uma austeridade cromática e por linhas retas. Sou introspetiva e introvertida, com uma pitada generosa de timidez.
O meu mundo define-se entre o negro sombrio e o rasgo de luz — elementos que, em simultâneo, revelo e escondo. Se me tivesse de reduzir a uma frase, diria que sou a casa que habito e protejo, onde o meu ser se expressa e materializa.
A Pajarita: Estacionário de Casamento com Alma
O meu pseudónimo, A Pajarita, é colorido, texturado e complexo. Alimenta-se da emoção vibrante e da pluralidade da expressão.
Assume-se como espelho da alma, um fio condutor entre a união de dois (dos casais com quem trabalho) e a sua projeção no estacionário de casamento. Aqui, a vida é exaltada, leve e florescida.

Duas Linhas Que Se Cruzam No Papel
Em ambos os retratos, era imprescindível habitar o papel — ou não fosse ele o meu suporte de eleição.
Mais do que me retratar a desenhar, eu tinha de vestir o meu estado de espírito, viver dentro da minha expressão. Procurava mais simbolismo e menos evidência. Afinal, essa sou eu: a soma de dois hemisférios.


O Que Sou Reflete O Que Quero: Estacionários de Casamento Exclusivos
Focando-nos na A Pajarita — este lado da minha vida onde me rodeio da felicidade —, não permito que nada tire este brilho. Por isso, não aceito uma lista interminável de casamentos por ano. Não faz sentido para mim; não faz sentido dedicar o meu tempo e o meu valor a quem não os valoriza, a quem vê todo o meu empenho e conhecimento apenas como mais um papel insignificante.
Isto não se trata de não querer trabalhar, mas sim de um ato de respeito por mim mesma, porque sei o valor que tem toda a minha formação, experiência, conhecimento e capacidade artística.
Não me quero industrializar; quero continuar a tirar prazer no ato de criar estacionários de casamento desenhados de raiz exclusivamente para cada casal. Quero uma vida leve e rica de experiências e vivências. Não sou a ideal para todos, apenas para alguns, e está tudo certo.
Acredito que tudo o que é genuíno e tem personalidade não é para consumo coletivo, mas sim para um público-alvo restrito, que aprecia essa especificidade — e isso não é um defeito, é uma virtude.
Eu quero continuar assim, mesmo neste mundo cheio de pressa, árido de gentileza e de atenção ao detalhe. Eu não sou assim. O que faço não incorpora pressa nem ausência de emoção. É assim que eu gosto e estarei aqui para quem também gostar.

Um Olhar Único
Para esta sessão, pensei em apenas dois hemisférios, ambos profissionais. No entanto, todos nós somos muito mais do que apenas dois; somos seres ricos nos papéis que vivemos. Todos nós somos mais do que um hemisfério e é isso que nos torna tão únicos.
Espero que tenham gostado tanto destas fotografias como eu. Nelas existe uma verdade crua que só um talento ímpar podia registar.
Um obrigada muito especial ao André Teixeira, dos Branco Prata, pelo seu talento e por me retratar como nunca ninguém o tinha feito.
Até ao próximo artigo!
ALEXANDRA & A PAJARITA: DUAS LINHAS QUE SE CRUZAM NO PAPEL – um artigo escrito por Alexandra Barbosa.
Para saber mais sobre a Alexandra & a Pajarita, não deixe de ler o artigo ATRÁS DE UM NOME ou EM DESTAQUE NA NiT.
Ficha técnica:
Fotografias: André Teixeira dos Branco Prata
Makeup: Prettty Exquisite
Conceito: Alexandra Barbosa

Brancoprata
Que momento maravilhoso!! Obrigado pela confiança e pelo desafio, que honra.
Alexandra Barbosa
Eu é que agradeço, é uma honra tamanha ter fotografias do André, um talento incomparável que leu a minha alma na perfeição!
Fernanda Gonçalves
Trabalho lindo de ambas as partes!
Alexandra Barbosa
Muito obrigada pelas doces palavras, Fernanda!!